quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Insegurança na universidade

Como os alunos da Universidade Católica de Pelotas percebem a segurança oferecida em seus ambientes acadêmicos


Campus II da Universidade Católica de Pelotas. Foto: arquivo Projeto Memória Fotográfica  UCPEL

A insegurança está presente em todos os lugares. Não há como fugir. Para os acadêmicos que estudam durante a noite é ainda mais complicado lidar com o perigo, seja ele qual for. Falta de estrutura, de faixas de segurança, de profissionais que deem conta disso, iluminação. São as principais reclamações dos estudantes noturnos, que deixam as salas de aula tarde e precisam tomar um rumo e ir para casa. Pode-se usar o exemplo do Campus II da Universidade Católica de Pelotas (UCPEL).

Apenas uma rua separa o Campus I - onde concentra-se a maior parte dos universitários - do Campus II, que abriga quatro cursos da instituição: Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Moda e Produção Fonográfica. Mesmo próximos, os alunos percebem diferenças entre um e outro. Enquanto o primeiro é movimentado, iluminado e aparentemente mais seguro, o segundo é fixado em um local escuro, também possui segurança, mas para os estudantes é pouco. Além disso, existe uma catraca, diferentemente do já mencionado.

"Não adianta nada a catraca, ainda vira um incômodo a mais para os alunos", diz Marina Barros, estudante do 6º semestre de Jornalismo na UCPEL. Para ela, o perigo começa já ao atravessar a rua. Não existe faixa de segurança na rua do Campus II e os universitários acabam passando por qualquer lugar, onde dá. "Há pouco tempo uma moça foi atropelada na frente da faculdade, não tem onde passar. E mesmo assim  ninguém tomou providências", conta. Outra queixa é a iluminação precária, que pode ter facilitado assaltos naquela região. Para completar, Marina ressalta que não vê interesse por parte dos seguranças e da instituição de proteger os alunos. Uma alternativa seria cuidar os alunos que saem as 22h, nem que seja na própria quadra do campus.
Saguão do Campus II da UCPEL com movimentação dos seguranças
Foto: arquivo Projeto Memória Fotográfica UCPEL 


O que diz a UCPEL?

De acordo com o pró-reitor administrativo da UCPEL, Eduardo Luis dos Santos, a universidade possui mecanismos de segurança permanente, com profissionais selecionados e treinados especificamente para isso. Os agentes da portaria fazem rodízio. São 12 seguranças em três turnos diferentes. Santos também lembra que existem câmeras estrategicamente posicionadas dentro dos campus, algumas são escondidas em lugares como a reitoria, salas de aula e laboratórios. "Tem sistema de alarme que é acessado somente com senha, sensores de presença em determinados locais e no Campus II utilizamos catracas para que só entre no local as pessoas que tem cartão, ou seja, acesso autorizado", explica.

A universidade mantém um contato frequente com a Brigada Militar, Secretaria de Segurança Transporte e Trânsito e Ministério Público. Cada um tem uma função para auxiliar a segurança externa. A Brigada Militar fica atenta a qualquer situação que possa ser ilegal e atende aos chamados dos alunos, professores e funcionários da UCPEL. Os agentes de trânsito são responsáveis por ordenar o trânsito e fiscalizar o estacionamento indevido. Já o Ministério Público faz ações corriqueiras nos bares da região, para coibir qualquer ato ilícito.


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