Projeto Monitor das Eleições é criado para acompanhar a movimentação dos candidatos em suas redes sociais
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| Candidatos à prefeitura de Pelotas se reuniram dia 13 de agosto para debate na TVCOM, do Grupo RBS (Foto: Nauro Júnior/Agência RBS) |
Quando as eleições se aproximam o
cenário é parecido em qualquer lugar. Independente de partido, a movimentação é
intensa e não param de surgir jingles, propostas, cartazes de todos os tipos e
formatos. Entretanto, a cidade de Pelotas possui um diferencial nas eleições
deste ano.
Além dos debates proporcionados pelas emissoras de TV e as
panfletagens e distribuições de santinhos pelos bairros, os eleitores terão
mais uma plataforma de informação sobre seus candidatos. O projeto Monitor das Eleições de Pelotas foi criado e é desenvolvido em conjunto por professores e
alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) e de Design Gráfico e Design Digital da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
A ideia é simples. Oferecer aos eleitores a chance de observar
como as mídias sociais são utilizadas pelos candidatos a prefeitura de Pelotas.
São cinco: Catarina Paladini (Renova Pelotas : PRTB / PHS / PMN / PSB / PRP /
PC do B / PT do B) , Eduardo Leite (Pelotas de Cara Nova:PRB / PP / PDT /
PTB / PSC / PR / PPS / PSDB / PSD), Fernando Marroni (PT / PMDB / PSDC / PPL),
Jurandir Silva (Psol) e Matteo Chiarelli (Pelotas Cada Vez Melhor: DEM /
PV).
São dados públicos que são coletados semanalmente e agregados em
gráficos, disponibilizados no site do projeto. Essa nova iniciativa não tem
pretensão de atuar como pesquisa eleitoral, mas sistematizar dados e gerar um
conjunto de informações que permitam acompanhar o uso das redes sociais pelos
candidatos. Assim, é um trabalho apartidário.
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| Atualizações dos números de postagens no Facebook de 04 de setembro a 10 de setembro retiradas do site Monitor das Eleições |
É a primeira vez que Pelotas conta com um suporte
assim e, se der certo, poderá ser ampliado para outras eleições. De acordo com
Paula Viegas,estudante de Publicidade e Propaganda na UCPel e uma das
integrantes da equipe do Monitor das Eleições, o projeto permite que os
eleitores comparem os gráficos entre os candidatos, ver quem está postando mais
e quem está tendo mais retorno dos usuários na rede. São dados quantitativos.
"Os eleitores não podem se basear apenas nisso para o voto, eles devem
também ver o conteúdo dessas publicações e das interações. Acredito que o
projeto tem pouca visualização perto de tudo que ele pode oferecer. Mesmo assim,
quem está ligado no site pode ter uma boa ajuda e uma visão mais ampla sobre os
candidatos", explica.
Aluna do curso de Jornalismo da UCPel, Suelen Freda vê o projeto
como uma opção descontraída de integrar o público eleitor do que está se
passando com seus candidatos. "Era muito
comum eu escutar de jovens, que falam em não se interessar por política e
preferirem fazer outras coisas durante horário eleitoral gratuito, por exemplo.
Essa percepção das pessoas é muito ruim, acaba que não ficam sabendo de como
estão às campanhas dos candidatos", conta. Entretanto, a jovem percebeu,
com as atualizações do site, que as campanhas andam esquentando e da mesma
maneira, a participação dos eleitores é maior. Como faltam algumas semanas para
a votação do primeiro turno, Suelen acredita que o contraste tende a aumentar
cada vez mais.
A medida é nova e as opiniões diferentes. A jornalista
Juliana Sanches, por exemplo, não percebe o projeto com tanta relevância pois
acha que a internet ainda é um meio de comunicação para poucos. "Mas com
certeza ajuda no processo de escolha e da democracia. Embora o maior
beneficiado seja o candidato, pela agilidade de resposta", explica. Agora
é esperar e ver quais as repercussões que esta eleição pelotense, monitorada
pelas redes sociais, irá gerar para seu eleitorado.
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| Gráficos de menções e retweets no Twitter durante o período de 4 a 10 de setembro. Imagem retirada do site Monitor das Eleições |
O Método
Para coletar esses dados foram escolhidas duas
plataformas que se encontram entre as mais utilizadas do País neste momento,
o Twitter e
o Facebook.
A equipe coleta dados somente das Fanpages e contas oficiais do Twitter
dos candidatos. Se o candidato não tiver essa mídia, constará nos gráficos como
participação zerada.
No Twitter, são coletados dados referentes a
número de seguidores, número de seguidos, quantidade de tweets, menções e
retweets recebidos pelo candidato. No Facebook, são coletados dados referentes
ao número de “curtidas” (likes) e de pessoas falando sobre isso (“people
talking about it”) da fanpage, compartilhamentos, “curtidas” e comentários das
postagens. Com esses elementos é possível analisar o envolvimento do
candidato com o eleitorado e seu engajamento nas mídias sociais.



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