domingo, 23 de setembro de 2012

Chuva e ventania em Pelotas

Árvores derrubadas, casas destelhadas e alagadas foram característica do último temporal na cidade


Depois de dias quentes e abafados em pleno inverno, o Rio Grande do Sul apresentou uma mudança radical no clima, que passou a ser de temporais e ventos fortes desde o dia 15 de setembro. O cenário foi de destruição. Antes mesmo de começar a chuva, a Coordenadoria Regional de Defesa Civil do Estado emitiu um comunicado de orientação à população, pedindo para que se evite transitar por áreas com risco de inundação, como encostas, margens de rios e arroios. A população estava sob aviso, mas não impediu que a chuva intensa e os vendavais estragassem diversos municípios da região.



Imagem mostra a avenida Fernando Osório, em Pelotas, durante um dos dias da forte chuva
Foto: Nauro Júnior

 Para agravar os transtornos, o vento se uniu ao mau tempo e provocou ventos de até 100km/h em alguns locais. Em Pelotas, o domingo (16) iniciou com chuva intensa. Logo no início da manhã já havia raios. Isso tudo durou pelo menos duas horas e resultou em aproximadamente cinco mil pessoas sem luz em toda a região sul do estado. Segundo informações da CEEE, eram pontos isolados e em sua maioria localizados na zona rural dos municípios. O clima permaneceu instável e na quarta-feira (19) Pelotas havia registrado ventos de 45km/h que derrubaram 46 árvores na cidade. Somente no balneário dos Prazeres foram 19 árvores.



Moradores de Pelotas observam a antiga árvore que foi arrancada
pela raiz com o vento e temporal.
Foto: Carlos Queiroz











Apenas um dia depois, a CEEE registrou 28 mil clientes sem energia elétrica em 11 municípios atendidos pela regional da empresa e, no mesmo dia, haviam ainda 1,6 mil ocorrências para atendimento. Eram 60 equipes nas ruas de Pelotas com caminhonetes e doze caminhões atendendo as solicitações dos consumidores. Diversas cidades do Rio Grande do Sul ficaram sem abastecimento elétrico, principalmente na região metropolitana e no centro sul gaúcho. As rajadas mais fortes deste ciclone extratropical foram na cidade de Rio Grande. Os ventos chegaram a 120,7 km/h, de acordo com o levantamento da MetSul meteorologia.

 




O fotógrafo Alberto Blank registrou a praia do Laranjal na quinta-feira do ciclone.
Esta foto foi denominada de "o dia em que a lagoa se foi", pelo próprio autor

Avaliação dos estragos em Pelotas

 Em relatório elaborado pela Defesa Civil, em Pelotas estiveram parcialmente interditadas as pontes do Ribas e do Pevereda, no 3º Distrito, junto com a cabeceira da ponte da Sanga Funda. Depois de analisar o documento, o prefeito de Pelotas, Fetter Júnior concluiu que embora em três dias a chuva tenha alcançado 150 milímetros, os problemas registrados foram localizados e de alagamentos pontuais. Na sexta-feira (21), de acordo com Fetter, as equipes da prefeitura estariam mobilizadas para recuperar os estragos causados pela chuva.
Secretaria de Serviços Urbanos se mobiliza para recolher árvores e galhos em Pelotas


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