Ciclo África
Palestra debateu a relação das influências midiáticas e a inserção das mulheres na mídia
Palestra debateu a relação das influências midiáticas e a inserção das mulheres na mídia
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| África: Comunicação, fronteiras, diásporas e vozes africanas esteve entre os assuntos debatidos Foto: Helena Nogueira |
A palestra Ciclo África 1 foi realizada no segundo dia do evento, na própria Universidade de Fortaleza (Unifor) pela manhã. Mediada pela professora Maria Elias Soares, discutiu elementos que dão conta da influência da mídia e da introdução da mulher nos meios de comunicação.
A pesquisadora Maria Inês Amarante apresentou a cronologia da rádio comunitária de Cabo Verde e levantou a necessidade de se pensar nas relações do Brasil com outros países africanos com língua portuguesa. Representando a Universidade de Cabo Verde estavam Manuel Brito Semedo e Tomás José Jane (ESJ - Moçambique) que também ressaltaram a realidade das mulheres na imprensa escrita, que corresponde a 70% do quadro midiático composto por elas. E a tendência é que estes números se tornem cada vez maiores. As dificuldades de manter uma rádio comunitária por falta de patrocínio e pela própria veículações de peças publicitárias, pois elas mesmas encontram-se com dificuldades de se manter.
Ciclo África -2
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| Segunda parte do Ciclo África que aconteceu na tarde do dia 4 de setembro. Foto: Marina Duarte |
Na tarde da mesma terça-feira acontecou o segundo momento do Ciclo África: comunicação, desenvolvimento e cooperação. Desta vez a mediação ficou com o professor Manuel Carlos Chaparro, convidando para compor à mesa Silvino Lopes Evora, da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV/Cabo Verde), Maria Érica Lima, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e João Bosco Monte, da Unifor.
Silvino Évora apontou a ausência de investigações no jornalismo e falou sobre a ideia perigosa de não ir contra o pensamento de empresas jornalísticas, o que ele chama de 'jornalismo bonzinho' e contou sobre o período de democratização da comunidade africana, que está sendo difícil. João Bosco Monte afirmou que a África nunca esteve tão próxima do Brasil como agora.
Conferência de abertura discute tema do evento
"Esportes na Idade Midia" foi o tema escolhido para o Intercom 2012. A abertura que aconteceu no Teatro Celina Queiroz, na Unifor e contou com a presença da diretora Científica do Intercom, Raquel Paiva, a diretora do Centro de Ciências Humanas da Unifor, Erotilde Honório e o atropólogo Roberto DaMatta. O auditório estava lotado.
Para iniciar a conferência, DaMatta relembrou a origem dos esportes na Grécia Antiga e abordou comportamentos chaves dos principais esportes, como futebol, vôlei, natação e atletismo. Trata-se do espírito de competição e do individualismo presente em tais modalidades esportivas. Para o antropólogo, o esporte redesenha a paisagem urbana. Antes, predominavam nas cidades as grandes igrejas e construções arquitetônicas, hoje o que se vê são as mesmas cidades tomadas de parques esportivos e estádios de futebol.

A abetura foi de bom humor, mas sem deixar de tocar em fatores políticos, sociais, capitalistas e culturais que envolvem os esportes. Roberto DaMatta é um estudioso conhecido por suas contradições, do povo brasileiro e da cultura popular. Escreveu obras como "Carnavais, malandros e heróis" e "O que faz o brasil, Brasil?"
Roberto DaMatta falou com bom humor para um auditório lotado de estudantes.
Conferência de abertura discute tema do evento
"Esportes na Idade Midia" foi o tema escolhido para o Intercom 2012. A abertura que aconteceu no Teatro Celina Queiroz, na Unifor e contou com a presença da diretora Científica do Intercom, Raquel Paiva, a diretora do Centro de Ciências Humanas da Unifor, Erotilde Honório e o atropólogo Roberto DaMatta. O auditório estava lotado.
Para iniciar a conferência, DaMatta relembrou a origem dos esportes na Grécia Antiga e abordou comportamentos chaves dos principais esportes, como futebol, vôlei, natação e atletismo. Trata-se do espírito de competição e do individualismo presente em tais modalidades esportivas. Para o antropólogo, o esporte redesenha a paisagem urbana. Antes, predominavam nas cidades as grandes igrejas e construções arquitetônicas, hoje o que se vê são as mesmas cidades tomadas de parques esportivos e estádios de futebol.

A abetura foi de bom humor, mas sem deixar de tocar em fatores políticos, sociais, capitalistas e culturais que envolvem os esportes. Roberto DaMatta é um estudioso conhecido por suas contradições, do povo brasileiro e da cultura popular. Escreveu obras como "Carnavais, malandros e heróis" e "O que faz o brasil, Brasil?"
Roberto DaMatta falou com bom humor para um auditório lotado de estudantes.
Foto: Aline Caldas
Política e poética no Cinema são temas de mini curso
"A política e poética no cinema latino-americano" foi o tema da oficina ministrada pelo professor Sebastião Guilhermo Albano da Costa, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O debate começou com a declaração de que não existia cinema latino-americano, tampouco norte-americano. As diferenças entre o cinema cosmopolita e o cinema globalizados estiveram em pauta, assim como a influência da economia na produção audiovisual e as diferentes maneiras de percebê-la.
Foram exibidos trechos de filmes brasileiros, como “O que é isso, companheiro?”, ”Aruanda” e também filmes argentinos, como “Los Rubios”. A partir deles, abriu-se o questionamento sobre com relação ao que estamos sujeitos na comtemporaneidade e a crítica para o cinema atual, “político-apolítico”, que ”respeita a todos e segue bem os direitos humanos, mas não diz muita coisa”, comentou Albano da Costa ao site de notícias do evento.
Política e poética no Cinema são temas de mini curso
"A política e poética no cinema latino-americano" foi o tema da oficina ministrada pelo professor Sebastião Guilhermo Albano da Costa, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O debate começou com a declaração de que não existia cinema latino-americano, tampouco norte-americano. As diferenças entre o cinema cosmopolita e o cinema globalizados estiveram em pauta, assim como a influência da economia na produção audiovisual e as diferentes maneiras de percebê-la.
Foram exibidos trechos de filmes brasileiros, como “O que é isso, companheiro?”, ”Aruanda” e também filmes argentinos, como “Los Rubios”. A partir deles, abriu-se o questionamento sobre com relação ao que estamos sujeitos na comtemporaneidade e a crítica para o cinema atual, “político-apolítico”, que ”respeita a todos e segue bem os direitos humanos, mas não diz muita coisa”, comentou Albano da Costa ao site de notícias do evento.
Sebastião Albano da Costa da (UFRN) debateu o cinema latino-americano
Foto: site do Intercom 2012


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