sábado, 25 de agosto de 2012

Incentivo à leitura infantil na sala de aula

Alguns resultados apontados na pesquisa

Foto: Letícia Schinestsck
Quatro escolas públicas da zona urbana e rural de Pelotas foram escolhidas – mais duas instituições serão acrescentadas no trabalho ainda neste ano – para investigar como se dá o incentivo à leitura infantil na sala de aula. “A primeira resposta é unânime, todos dizem que leem para as crianças”, conta. Mas a resposta acaba ficando sem muita sustentação. Um índice interessante também revelado com a pesquisa aponta que as crianças que mais leem bem atualmente são religiosas. “Pois vão aos cultos, missas, são incentivados pelos pais”, explica Cristina.

  • Há uma indiferenciação entre a leitura comum e a literária. O material vai desde bula, panfleto, jornal, mas não literatura
  • Os professores não têm definido os autores que irão trabalhar em sala de aula. Não conhecem autores, títulos e conteúdos adequados para a idade e o ano escolar em que as crianças estão
  • Não planejam seus eventos de leitura, pegam o livro no momento da aula. Não preparam a atividade como parte da sala, mas como anexo. Não é uma prática da rotina escolar e pode aparecer como prêmio “Se calar eu leio”
  • Não registram o que leram. Não usam o Diário de Classe para planejar o que fazer com as crianças, horários das leituras, quais livros usou, com que propósito etc. Quando é registrado geralmente aparece como ‘hora do conto’, ‘hora da historinha’
  • Leem em voz alta para as crianças apenas no 1º ano da escola. Depois, com a desculpa de que já sabem ler, abandonam a atividade e a leitura é individual e silenciosa. A partir do 2° ano não é exercitada a leitura oral;
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